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Obstipação na Doença de Parkinson

Sofre de obstipação? Não é o único, na realidade é um sintoma comum na Doença de Parkinson. Um dos sintomas não motores comuns aos portadores da Doença de Parkinson é a obstipação, representando uma grande limitação para os doentes. Esta depende de diversos factores, como a alimentação, stress, medicação e mudanças na rotina diária. Quando a frequência de evacuação é inferior a três vezes por semana durante vários meses, estamos perante a Obstipação Crónica.

E agora, como pode tratá-la?

A massagem abdominal ajuda no alívio dos sintomas. Permite reduzir a necessidade de medicação laxante a longo prazo, ajuda a aliviar a flatulência, dores abdominais e/ou obstipação e torna menos provável o aparecimento de problemas de saúde associados.

 

Mas será esta a solução para a obstipação crónica?

Não! A Massagem Abdominal apresenta excelentes resultados quando associada a um estilo de vida activo e a uma alimentação cuidada.

Para obter os melhores resultados deverá:

– Beber entre 1 a 1.5l de água diariamente

– Alimentação cuidada (comer bastante fibra, reduzir o consumo de carne vermelha e dos alimentos processados…)

– Ser activo (caminhar, correr, nadar ou algo semelhante, todos os dias)

– Manter uma rotina de evacuação (tentar ir à mesma hora todos os dias, sem pressas)

– Sentar-se correctamente na sanita

– Diminuir os níveis de stress diários (procurar realizar tarefas que o satisfaçam, noites tranquilas,…)

 

Em casos de grande limitação, os laxantes, associados aos factores em cima referidos, poderão ser uma opção. No entanto, deverá sempre consultar opinião médica para o efeito.

Procure os nossos profissionais para mais informações!

 

O Divórcio e a Alienação Parental

A Associação Pais para Sempre demonstra que 40% a 56% das crianças de filhas de pais divorciados tomam o partido do progenitor guardião e que cerca de 16% sofrem de Alienação Parental.

 

A Síndrome da Alienação Parental diz respeito a um fenómeno real e considera-se quando um dos pais “programa” o filho para odiar o outro, construindo-lhe cuidadosamente uma imagem negativa que leva ao afastamento físico e emocional do filho do seu progenitor.

 

O psiquiatra Ricard Gardner refere alguns sinais a que tem de estar atento para perceber se está diante de uma alienação parental: recusar passar as chamadas telefónicas aos filhos; organizar atividades com os filhos durante o período de visita do outro progenitor; apresentar um novo conjugue como sua nova mãe ou seu novo pai; intercetar o correio ou os presentes enviados para os filhos; desvalorizar e insultar o outro progenitor diante dos filhos ou tomar decisões importantes a propósito dos filhos sem consultar o outro progenitor.

 

É fundamental ter consciência de que os efeitos da alienação parental nos filhos são absolutamente devastadores. A psicóloga Amy Baker afirma que num processo inicial a criança manifesta um grande sentimento de perda: a necessidade de fazer o luto de um pai que ainda está vivo. A médio prazo, é constante a sensação de que “falta alguém na minha vida”, pois toda a interação, apoio e amor que existiu desvaneceu. A angústia deste processo é tão marcada que se manifesta através da ansiedade, medo de separação, medo do abandono, alterações dos padrões de sono e alimentares e comportamentos regressivos que terão impacto significativo no desenvolvimento das nossas crianças.

 

Como proteger, então, o seu filho da Alienação Parental?

 

– Fornecer as informações necessárias sobre a separação bem como se irão desenvolver as novas rotinas para que o futuro seja mais ou menos previsível e para que se sintam seguros;
– Cumprir com as visitas acordadas e demonstrar interesse em comunicar com os nossos filhos;
– Quando falar do outro progenitor falar de forma clara e correta, evitando desvalorizar, insultar ou difamar a sua imagem;
– Permita que seja o seu filho a criar a imagem do outro progenitor;
Lembre-se, tanto um pai como uma mãe são fundamentais na vida de um filho;
– Por mais difícil que seja a relação com o outro progenitor, é crucial conseguirem comunicar sobre elementos importantes da vida dos vossos filhos. Caso sinta que tal não é possível, procure ajuda através de um mediador familiar*;

 

Não se esqueça de que os filhos não se divorciam dos pais e têm direito de contar com a presença física de ambos os progenitores.

 

 

*Peça ajuda aos nossos profissionais especializados. 

 

@Yennyfer Martins – Psicóloga Clínica

 

 

Doença de Parkinson: Melhore a sua função cognitiva!

A doença de Parkinson além de sintomas motores apresenta variados sintomas não motores, sendo a demência um dos mais predominantes. Este sintoma preocupa tanto a pessoa afetada como os seus familiares, pelo impacto negativo que causa junto dos mesmos.

A boa notícia é que é possível preservar ou melhorar as funções cognitivas através do exercício físico em pessoas com Doença de Parkinson.

 

Uma revisão sistemática recente, elaborada com base em artigos científicos publicados nos últimos 10 anos, avaliou o efeito do exercício físico na função cognitiva em indivíduos com Parkinson. Verificou-se que, em geral, os programas de exercício físico promovem a preservação e/ou a melhoria da função cognitiva em indivíduos com Doença de Parkinson.

 

O treino na passadeira, o treino cognitivo combinado com fortalecimento e alongamentos e a dança foram as abordagens do exercício físico que obtiveram melhores resultados na função cognitiva global, nomeadamente, na velocidade de processamento, na atenção sustentada e na flexibilidade mentalSalienta-se que estas sessões de exercícios foram realizadas pelo menos duas a três vezes por semana durante 40 a 90 minutos em cada sessão e num período mínimo de 24 meses.

 

Com estas evidências, reafirmamos a importância da prática de exercício físico especializado para todas as pessoas com Doença de Parkinson!

 

 

 

Para mais informações, fale connosco. Teremos todo o gosto em ajudá-lo!

 

@Gabriela Fonseca – Neurofisioterapeuta 

A água é MUITO mais importante do que pensa!

Neste verão esteja MUITO atento aos sinais de desidratação!

O fenómeno da desidratação ocorre mais vezes do que pensamos e tem consequências reais!

 

O facto do organismo humano ser constituído por cerca de 80% de água revela como é fundamental mantê-lo constantemente hidratado. Essa água que compõe o organismo garante que o mesmo funciona o mais eficientemente possível, transportando nutrientes e hormonas vitais para onde são necessárias, revestindo as articulações, regulando a temperatura interna do corpo e lubrificando os globos oculares.

 

A necessidade de hidratação do organismo humano varia ao longo do nosso ciclo de vida e, com o processo de envelhecimento, a sensação de sede diminui, enquanto que as necessidades de hidratação se mantêm. A quantidade total de água no organismo também é menor em virtude da perda de massa muscular.

Em suma, continuamos a necessitar de ingerir a mesma (ou mais) água mas não temos o “alerta” da sede, o que costuma resultar num desequilíbrio geral no organismo.

 

Se não beber água ou SE BEBER POUCA, não será coincidência se o seu raciocínio se tornar mais lento, se sentir tonturas e fraqueza e poderá, eventualmente, desenvolver uma menor tolerância à dor. Vários estudos já demonstraram que os cérebros dos indivíduos desidratados mostraram requerer mais oxigénio para concluírem qualquer tarefa física ou intelectual, comparativamente a quem se mantinha hidratado. Em idosos a desidratação aumenta o risco de várias condições como:

 

– Infecções urinárias,

– Insuficiência renal,

– Hipertermia (temperaturas elevadas),

– Maior risco de quedas,

– Confusão mental,

– Dificuldade em engolir (disfagia),

– Náuseas e delírios.

O nosso conselho:

Beber água sem ter sede é um bom hábito para manter o seu corpo hidratado.

BEBA ÁGUA, PELA SUA SAÚDE!

Qual a diferença entre a fisioterapia e a fisioterapia neurológica?

A fisioterapia é um ramo da área da saúde, mais concretamente, da área de medicina de medicina física e de reabilitação, cujo foco se encontra na reabilitação funcional das pessoas, promovendo a sua independência funcional. Tal é efectuado através de técnicas de avaliação subjectiva e objectiva/física que permitem estabelecer um diagnóstico funcional relativa à condição do utente. Esta ciência utiliza várias correntes de intervenção apropriadas para lesões e/ou patologias ortopédicas, respiratórias, musculares, oncológicas, de saúde mental e de saúde pélvica. Esta visa alcançar não só melhorias na reabilitação funcional bem como na melhoria da qualidade de vida, bem-estar e auto-estima dos utentes.

A neurofisioterapia, também conhecida como fisioterapia neurológica é a área da fisioterapia que se dedica ao estudo, avaliação e reabilitação de pessoas com patologias e/ou lesões neurológicas. Esta ciência procura reabilitar os utentes não só do ponto de vista funcional (equilíbrio, quedas, coordenação, marcha, postura, escrita, dor, entre outros) como também da qualidade de vida, interacção/participação social, actuando também ao nível do  (atenção, memória associativa, fluência do raciocínio)e bem-estar mental destas pessoas.

A nossa intervenção baseia-se num princípio de um neurofisioterapeuta para um utente, por sessão de forma a optimizar as potencialidades de recuperação do doente neurológico. Esta intervenção envolve, sempre um trabalho multidisciplinar, não só com os restantes profissionais de equipa como também com os próprios cuidadores dos utentes neurológicos.

Reabilitação do Pavimento Pélvico

O que é a Incontinência urinária?

A Incontinência Urinária (IU) é uma situação patológica que resulta da incapacidade de armazenar e controlar a urina. É caracterizada por perdas involuntárias de urina.

A IU tem implicações na qualidade de vida do indivíduo no âmbito físico, social, sexual e psíquico. O indivíduo restringe ou diminui as suas atividades sociais e físicas, tendo consequências a nível emocional, incluindo a baixa autoestima, depressão, vergonha e isolamento.

Existem vários tipos de IU, classificados da seguinte forma:

IU de esforço ou stress: pequenas perdas de urina que acontecem quando o indivíduo se ri, tosse, espirra, faz exercício, pega em algo pesado. Ocorre devido ao enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico.

IU de urgência: ocorre repentinamente, acompanhada de uma vontade súbita e intensa de ir à casa de banho. Ocorre devido a uma hiperatividade dos músculos da bexiga durante o seu enchimento.

IU mista: combinação da incontinência de esforço com a incontinência de urgência.

Reabilitação do pavimento pélvico:

Existe uma forte evidência, em como a fisioterapia tem um papel fundamental na recuperação destes utentes.

Segundo a evidência existente, há um consenso de que a intervenção comportamental deverá constituir a primeira linha de intervenção nesta condição de saúde.

Segundo as guidelines de tratamento de incontinência urinária, esta intervenção subdivide-se em 2 fases: componente educacional/ensino e o treino dos músculos do pavimento pélvico. Esta intervenção centra-se na promoção da adopção de comportamentos benéficos para a saúde, por parte do utente e também para a reaquisição da capacidade de continência do mesmo.

Para tal, o fisioterapeuta dispõe de várias técnicas que o ajudam nesta mesma intervenção, entre as quais:

Exercícios para a musculatura pélvica: estes ajudam no combate da incontinência urinária, porque tonificam e fortalecem os músculos do pavimento pélvico. Estes exercícios podem ser realizados, seja na posição de deitado, sentado ou de pé.

Biofeedback: na reabilitação do pavimento pélvico, existe a dificuldade do utente entender se está a contrair os músculos corretos e da forma mais correta, para que essa dificuldade seja ultrapassada podemos recorrer a um aparelho de biofeedback. É enviado para um aparelho a informação da contração muscular realizada por parte do utente,  através de eletromiografia, em consequência desta informação são dados sinais sonoros e/ou visuais (gráficos), que permitem ao utente compreender se está a trabalhar os músculos do pavimento pélvico de uma forma correta.

Eletroestimulação: tipo de exercício realizado de forma passiva, ou seja, é uma técnica para fortalecer os músculos do pavimento pélvico em que o utente não necessita de realizar força. Consiste num eléctrodo ligado a um aparelho que gera impulsos elétricos que promovem a contração da musculatura pélvica.

Benefícios da Estética Facial Não Invasiva

Como é vulgarmente sabido, envelhecer faz parte de todos os seres vivos, no entanto verifica-se na sociedade de hoje em dia, uma constante procura de novas fórmulas de beleza aliado à saúde e qualidade de vida. Ao frequentarmos um ginásio, ou simplesmente caminharmos, estamos a contribuir para uma melhor performance corporal e mental. Porém, o rosto também requer cuidados e exercícios físicos bem orientados, para melhor combinar com o bom condicionamento físico.

 

Com o avançar da idade ocorre uma perda progressiva da elasticidade da pele e os sulcos transitórios originados pela contração, por vezes exagerada, dos músculos da mímica facial refletem-se terminantemente no rosto.

Os grandes responsáveis pelas expressões faciais são os músculos da face. Estes movimentam-se não só respondendo a estímulos externos, mas também quando exprimimos as nossas emoções, tais como, preocupação, alegria, dor, surpresa ou angústia.

 

Neste contexto, observa-se um estreito relacionamento entre as marcas e linhas de expressão ao redor da boca, olhos e testa e o uso da musculatura oral, uma vez que as rugas indesejáveis podem ser resultantes de posturas e movimentos repetidos realizados pela mastigação, deglutição, respiração e fala. Além disso, as rugas podem sofrer influência da tensão exagerada dos músculos da face.

 

A Terapia da Fala aplicada à estética facial é uma área recente e ainda pouco divulgada em Portugal, mas que tem vindo a alcançar grande relevância com bons resultados no combate aos sinais de envelhecimento, promovendo assim um rejuvenescimento da face de forma natural, sem dor e de forma não invasiva.

 

Através da aplicação de técnicas de relaxamento, alongamentos e de exercícios de força e de resistência nos músculos do rosto, a Estética facial não invasiva, no âmbito da Terapia da fala, está indicada para aqueles que procuram a prevenção, o rejuvenescimento, a saúde e o bem-estar, bem como o aperfeiçoamento muscular na pré e pós-cirurgia plástica.

 

Apresenta como benefícios:

 

– Fortalecimento, sustentação e definição da face;

– Eliminação/atenuação das rugas e linhas de expressão;

– Melhoria da irrigação sanguínea e oxigenação da pele;

– Alívio da expressão de cansaço;

– Dissolução dos pontos de tensão;

– Melhoria do tónus muscular;

– Amenização das bolsas sob os olhos e olheiras;

– Aquisição de hábitos orofaciais e posturais saudáveis (maior consciencialização).

Salienta-se que o objetivo desta intervenção não é erradicar os sinais do envelhecimento, mas sim, atenuá-los e retardá-los.

 

 

@Tânia Freitas – Terapeuta da Fala

Receita Chips de Batata Doce

A batata-doce (Ipomoea batatas) é um tubérculo de sabor adocicado muito popular nos dias de hoje. Existem algumas variedades de batata-doce que diferem na cor da polpa: branca, creme, amarela, laranja e roxa.

 

Pelo seu teor em caroteno, vitamina A, C e E, a batata-doce tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, protegendo a visão e a pele e prevenindo o envelhecimento.

 

Pelo seu maior teor em fibra solúvel, a batata-doce apresenta um índice glicémico inferior ao da batata (44 vs 69), o que significa que a batata-doce permite uma melhor regulação da glicémia e ainda maior saciedade.

A batata-doce é, também, uma boa opção para idosos com dificuldades de mastigação devido à sua consistência mole.

 

Formas de utilização

A batata-doce pode ser utilizada tal como a batata em sopas e purés.

Cozida ou assada como acompanhamento glicídico no prato principal.

Pode ainda ser utilizada em sobremesas como substituto do açúcar e de parte da gordura.

 

Receita – Chips de batata-doce

As chips de batata-doce podem ser consumidas no prato principal ou como snack. São uma excelente substituição saudável das batatas fritas!

 

Ingredientes:

1 batata-doce média
1 colher de chá de azeite
orégãos qb (opcional)
sal e pimenta qb 

 

Preparação no forno:

Corte a batata em rodelas muito finas.
Numa taça misture a batata com os temperos.
Disponha as rodelas todas separadas num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante 20 minutos ou até ficarem douradas.

 

Preparação no micro-ondas:

Corte a batata em rodelas muito finas.
Numa taça misture a batata com os temperos.
Disponha as rodelas todas separadas no prato do micro-ondas forrado com papel vegetal.
Coloque no micro-ondas 2 minutos na potência máxima.
Vire as rodelas e coloque mais 2 minutos.

Se não estiverem suficientemente douradas pode colocar mais tempo, mas vigie sempre para que não queimem.

 

A equipa de Nutrição da Prinovhelp

Sugestões para Exercitar o Cérebro

Com o avançar da idade é normal sentir que a sua memória ou a sua capacidade de fazer contas mentais já não é a mesma. Por vezes sente-se incapaz de concretizar algumas tarefas e desmotiva-se ainda mais porque não as faz com a mesma rapidez ou a mesma eficácia de antes.

 

Não se deixe ir abaixo ao pensar que já não tem solução para o seu problema. Saiba que o seu cérebro tem uma capacidade fascinante de se reorganizar e ajustar e só precisa que o exercite.

Trabalhe este “músculo” tal como  faz com o resto do seu corpo. Siga estas 7 sugestões.

 

1. Efeito novidade

Aprenda uma coisa nova ou busque saber coisas novas sobre assuntos que nunca pensaria pesquisar. Os estudos científicos revelam que o “efeito novidade”, ou seja, aprender coisas novas, estimula o cérebro a desenvolver novas conexões neuronais e a revelar um novo potencial.

A idade não é um impeditivo para descobrir como se toca um instrumento ou para aprender uma nova língua. 

 

2. Durma bem

Está comprovado que uma boa higiene do sono tem repercussões benéficas na memória. Não só será capaz de, durante o dia, estar mais atento e decorar coisas, assim como terá maior facilidade em aceder a recordações mais longínquas.

 

3. Mais exercício físico

O exercício físico é um excelente auxiliar para nutrir o cérebro de duas formas: o estímulo visual de uma caminhada num parque exercita as capacidades de atenção e, por outro lado, o aumento gradiente da passada aumenta o aporte de oxigénio e promove a produção neuronal, assim como promove a criação de novas ligações. 

 

4. Menos stress

O stress é o inimigo número um do Homem moderno, assim como o seu fiel companheiro. Habituamo-nos a viver desta forma para atingir determinadas metas, no entanto, acabamos por pagar uma fatura demasiado alta: perturbações da ansiedade, falta de qualidade de sono, variabilidade de humor, dificuldade na concentração e na

aprendizagem, etc. Desta forma, recomendamos-lhe que reserve um momento do seu dia para relaxar, fazer algo de agradável e descontraído e respirar fundo. Foque-se no momento, respire e disfrute sem pressas. 

 

5. Relacione-se com o mundo

Mantenha-se envolvido em atividades junto da comunidade onde reside. Experimente ir a passeios, participar em workshops ou tertúlias. O convívio social promove a criação de novos contactos, estreita a relação com pessoas com as quais se identifica e fortalece a sua rede de apoio. Os laços sociais permitem manter o corpo e a mente ativa, sentindo-se produtivo e ativo. Este ponto é preponderante para reduzir o risco de problemas cognitivos, de depressão e stress/ansiedade. 

 

6. Desafios mentais

Jogos de mesa como o xadrez, dominós e cartas podem parecer triviais, no entanto, constituem uma forma de manter ativa o funcionamento cognitivo. Aproveite para fazer hoje as palavras-cruzadas  e a sopa de letras do jornal, ou adquira um livrinho de desafios na papelaria. Esta é a maneira mais divertida de estimular o seu raciocínio, concentração, memória e percepção visual. 

 

7. Brinque com as palavras

Experimente ler de trás para a frente algumas palavras e frases. Vá mais além e, mentalmente, soletre uma palavra complexa e depois experimente fazê-lo no sentido inverso. Comece agora com a palavra: otorrinolaringologista. Vai ver que se vai surpreender e continuará, de forma divertida, a estimular a sua actividade cerebral.

 

 

@Sara Neves – Psicóloga Clínica

Estratégias para a Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa progressiva crónica caracterizada por sintomas motores e não motores. É uma doença causada em grande parte pelo défice de dopamina, um neurotransmissor, responsável pela ligação entre o sistema nervoso central e os músculos do corpo. Esta doença afeta 1% a 2% da população com idades superiores a 65 anos e mais de 4% acima dos 85 anos.

A Doença de Parkinson pode provocar algumas dificuldades nas tarefas do quotidiano e desta forma diminuir a qualidade de vida do doente. Para isto é imprescindível adotar algumas estratégias que visam contornar tais dificuldades, como:

Encorajar a pessoa a fazer tarefas sozinho, prestando auxilio só quando necessário: vestir e despir sozinho, cuidar da sua higiene pessoal.

Explicar passo a passo através da demonstração, a execução das tarefas: sentar o doente em frente de alguém para promover a imitação.

Planear e organizar a tarefa para que o paciente a execute com mais sucesso: Planear a roupa do dia e manter objetos pessoais organizados e no mesmo sítio.

Reforçar positivamente as tarefas bem realizadas evitando as chamadas de atenção: dar os parabéns quando realiza tarefa difícil.

Incentivar a participação em atividades prazerosas como, por exmplo, passear e dançar.

Procurar manter a pessoa ativa em pensamento e ação: construir o diário das memórias.

Procurar cuidados de saúde especializados nesta patologia (médico neurologista das doenças de movimento, neurofisioterapeuta, psicólogo, terapeuta da fala e nutricionista).

Assim, esteja atento a sintomas como, tremores em repouso, lentificação dos movimentos, quedas, falhas de memória e não hesite em marcar uma consulta para que possamos ajudar.

 

 

Equipa de Psicologia da Prinovhelp