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Crónica sobre Autoestima

 

“Eu não mereço pertencer a este grupo” – Alexandra, 10 anos.

 

A Alexandra sabia que a sua timidez e a dificuldade em participar na conversa

do grupo, com um enorme medo de dizer algum disparate, eram os

responsáveis por ter sido sempre excluída do grupo dos colegas. Mas agora

tudo podia ser diferente: finalmente entrou numa escola diferente e encontrou

pela frente uma turma com elementos novos, a conhecê-la de novo: começou a

fazer parte de um grupo de meninas. Mas as suas dificuldades de interação, o

medo de que as outras estariam sempre a pensar “coisas más” sobre ela e a

grande preocupação de voltar a ser rejeitada, dominavam de tal forma os seus

pensamentos que considerava que não era suficientemente boa para pertencer

aquele grupo.

 

A autoestima é um conceito que está associado ao valor que cada um atribui a si

mesmo. Nas crianças diríamos que se reflete na capacidade que a criança tem

para acreditar em si e nas suas competências para atingir objetivos, tomar

decisões e ultrapassar desafios. Começa a desenvolver-se logo nos primeiros

anos de vida, sendo que, quem nos fornece as primeiras informações sobre o

nosso valor são os nossos cuidadores passando, mais tarde, essa informação a

ser recebida também através das interações com os outros.

 

A autoestima tem impacto significativo nas diferentes áreas de vida de

qualquer criança: do ponto de vista pessoal, a forma como se conhece e

se aprecia, com todas as qualidades e defeitos, determina a postura face

a novos desafios; a nível social, a maneira como a criança se sente reconhecida e aceite pelos outros determina a qualidade das interações sociais; a nível familiar, a forma como é acolhida e admirada pelos seus, influencia o sentimento de

autoconfiança e de autossatisfação; e por último, a nível profissional, o sentido

de responsabilidade, de autoeficácia e a iniciativa própria influencia o quão a criança irá ser bem sucedida na tomada de decisões e na resolução de problemas.

 

Deve estar atento se o seu filho apresentar sinais como:

 Excessiva necessidade de aprovação

 Perfecionismo

 Evitamento dos problemas

 Preocupação ansiosa

 Dependência

 Isolamento

 Dificuldade em tomar decisões

…e como devo promover a autoestima no meu filho?

 Elogie…muito e corretamente;

 Valide e promova a verbalização das suas emoções;

 Seja um modelo na forma adequada de expressar emoções;

 Fomente a autonomia dando-lhe responsabilidades;

 Estimule a tomada de decisões;

 Evite comparações. Lembre-se: ninguém é melhor nem pior que

ninguém. Somos todos diferentes!

 Evite a sobreproteção para fomentar a segurança e a independência.

 Valorize o esforço e não os resultados;

Uma autoestima robusta e consolidada está fortemente associada a elevados

índices de felicidade, de resiliência psicológica e motivação para viver uma vida

produtiva e saudável.

 

 

P.s. muito grande – tudo isto vale para os pais também!

 

Yennyfer Martins – Psicóloga Clínica @Prinovhelp

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Como manter a hidratação no Inverno

Sente dificuldades em beber água com o frio que se faz sentir? Sente fome muitas vezes ao longo do dia? Saiba que provavelmente tem mais sede do que fome. Apesar de a maioria da população diminuir o consumo de água no inverno, saiba que a hidratação é essencial para o equilíbrio do seu organismo. A ingestão de água ajuda na prevenção do aumento de peso, obstipação, alterações de humor, problemas renais, entre outros. A água é igualmente responsável por manter a temperatura corporal, fundamental quando surgem as doenças típicas do inverno que causam febre e mal-estar.

A ingestão diária de água totaliza a quantidade de água que bebe, a água naturalmente presente nos alimentos e presente noutras bebidas, variando as necessidades consoante a idade, o género e o estado clínico.

Mas então como manter a hidratação no inverno?

 

– Antes de mais, a sensação de sede que se perde com o frio, educa-se. No início, mesmo que não sinta sede, beba água!

– Tenha sempre consigo uma garrafa destinada à sua bebida de eleição. Idealmente, tenha uma garrafa mais pequena e defina períodos do dia para ingerir determinada quantidade.

– Beba chá! Mas esqueça a adição de açúcar e não o substitua por outros alimentos.

– Se não gosta de água, prepare as suas águas aromatizadas em vez de as comprar. Assim, não só poupa dinheiro como tem a certeza de que não têm adição de açúcar. É tão simples como colocar uma rodela de limão, um pau de canela ou umas folhas de hortelã-menta.

– Coma sempre sopa nas refeições principais.

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Resoluções de Ano Novo

Já é velha a frase “ano novo, vida nova”, mas será que os 12 desejos que pedimos com as badaladas da meia noite sobrevivem ao mês de janeiro? Quantas vezes diz a si mesmo que segunda-feira é que começa a dieta ou que perdido por cem perdido por mil?

No que toca à nossa saúde e a praticarmos regularmente estilos de vida saudáveis somos os nossos piores inimigos porque usamos uma “arma” contra nós: as desculpas. As desculpas vêm sempre de mãos dadas com outros, que não nós, serem os culpados de todas as nossas desgraças alimentares e semanas a fio sem calçar os ténis para fazer exercício.

 

 

Mais do que conselhos alimentares, deixo-lhe uma reflexão: o que espera atingir este ano com as suas decisões de saúde?

 

 

 

Nutricionista Tânia Soeiro – Equipa Nutrição | Prinovhelp

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Benefícios da estimulação cognitiva nas doenças degenerativas

A doença de Alzheimer e a doença de Parkinson são os dois distúrbios neurodegenerativos mais comuns atualmente. Ambos estão associados a um prejuízo substancial no bem-estar, a um aumento da tensão do cuidador, bem como a um aumento dos custos de cuidados de saúde e eventual necessidade de institucionalização.

Os tratamentos farmacológicos são, provavelmente, os mais conhecidos para estes quadros clínicos. No entanto, a par destes tratamentos existem outros métodos que podem ter um papel importante no sentido de prevenir o declínio cognitivo frequentemente presente nestes casos. Neste sentido, a Psicologia assume um papel importante ao focar-se em técnicas para ajudar a manter ou melhorar o funcionamento cognitivo.

Os métodos normalmente utilizados envolvem a prática repetida, mas diversificada, de um conjunto de tarefas padronizadas no sentido de colocar em prática funções cognitivas específicas, como a memória e a atenção. Existem igualmente uma série de actividades e discussões em grupo que têm o propósito de melhorar o funcionamento cognitivo e social geral.

Desta forma, sublinha-se a importância de uma intervenção terapêutica abrangente, de forma a prevenir e intervir na doença.

Deixamos aqui um exemplo de um exercício de estimulação cognitiva, que põe a nossa mente à prova.

Olhe abaixo e diga as CORES, não as palavras:

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Psicóloga Catarina Matias – Equipa Psicologia | Prinovhelp

Cuidar de quem Cuida: Estratégias para superação das dificuldades.

“Estou cansado, já não aguento mais”, “Já não sei o que fazer”, “E agora, o que faço?” “Preciso de relaxar”, “Faço-o de coração, mas é muito desgastante”. Estes são alguns dos sentimentos que um cuidador sente.

 

A ansiedade e a instabilidade é constante? Sente que tem o mundo às costas e que não tem tempo para dedicar a si e às suas atividades?

 

Ser cuidador é um papel realmente exigente e, por vezes, desgastante. 

 

Mas afinal quem são os cuidadores informais? Eles podem ser filhos/as, marido/mulher, netos/as, pais, amigos/as, entre outros. Tornam-se cuidadores por questões incontroláveis e não desejáveis, como o surgimento de uma patologia num familiar ou amigo. Desta forma, tornam-se cuidadores informais ao invés de um cuidador formal, que presta um serviço.

 

Ser cuidador requerer esforço e dedicação, o que pode potenciar uma sobrecarga física, emocional e psicológica, criando muitas vezes a sensação “de mundo às costas” ou de ansiedade constante, não conseguindo controlar a sua vida e dos outros. Por estes motivos, quem cuida também precisa de ser cuidado.

 

Neste sentido, desenvolvemos as tertúlias para cuidadores, com o objetivo de ajudar quem cuida, com o desenvolvimento de estratégias de superação das dificuldades associadas. Estas irão decorrer entre janeiro e junho de 2019. 

 

Cada mês será alvo de um tema, desenvolvido por psicólogas clínicas.

 

Obstipação na Doença de Parkinson

Sofre de obstipação? Não é o único, na realidade é um sintoma comum na Doença de Parkinson. Um dos sintomas não motores comuns aos portadores da Doença de Parkinson é a obstipação, representando uma grande limitação para os doentes. Esta depende de diversos factores, como a alimentação, stress, medicação e mudanças na rotina diária. Quando a frequência de evacuação é inferior a três vezes por semana durante vários meses, estamos perante a Obstipação Crónica.

E agora, como pode tratá-la?

A massagem abdominal ajuda no alívio dos sintomas. Permite reduzir a necessidade de medicação laxante a longo prazo, ajuda a aliviar a flatulência, dores abdominais e/ou obstipação e torna menos provável o aparecimento de problemas de saúde associados.

 

Mas será esta a solução para a obstipação crónica?

Não! A Massagem Abdominal apresenta excelentes resultados quando associada a um estilo de vida activo e a uma alimentação cuidada.

Para obter os melhores resultados deverá:

– Beber entre 1 a 1.5l de água diariamente

– Alimentação cuidada (comer bastante fibra, reduzir o consumo de carne vermelha e dos alimentos processados…)

– Ser activo (caminhar, correr, nadar ou algo semelhante, todos os dias)

– Manter uma rotina de evacuação (tentar ir à mesma hora todos os dias, sem pressas)

– Sentar-se correctamente na sanita

– Diminuir os níveis de stress diários (procurar realizar tarefas que o satisfaçam, noites tranquilas,…)

 

Em casos de grande limitação, os laxantes, associados aos factores em cima referidos, poderão ser uma opção. No entanto, deverá sempre consultar opinião médica para o efeito.

Procure os nossos profissionais para mais informações!

 

O Divórcio e a Alienação Parental

A Associação Pais para Sempre demonstra que 40% a 56% das crianças de filhas de pais divorciados tomam o partido do progenitor guardião e que cerca de 16% sofrem de Alienação Parental.

 

A Síndrome da Alienação Parental diz respeito a um fenómeno real e considera-se quando um dos pais “programa” o filho para odiar o outro, construindo-lhe cuidadosamente uma imagem negativa que leva ao afastamento físico e emocional do filho do seu progenitor.

 

O psiquiatra Ricard Gardner refere alguns sinais a que tem de estar atento para perceber se está diante de uma alienação parental: recusar passar as chamadas telefónicas aos filhos; organizar atividades com os filhos durante o período de visita do outro progenitor; apresentar um novo conjugue como sua nova mãe ou seu novo pai; intercetar o correio ou os presentes enviados para os filhos; desvalorizar e insultar o outro progenitor diante dos filhos ou tomar decisões importantes a propósito dos filhos sem consultar o outro progenitor.

 

É fundamental ter consciência de que os efeitos da alienação parental nos filhos são absolutamente devastadores. A psicóloga Amy Baker afirma que num processo inicial a criança manifesta um grande sentimento de perda: a necessidade de fazer o luto de um pai que ainda está vivo. A médio prazo, é constante a sensação de que “falta alguém na minha vida”, pois toda a interação, apoio e amor que existiu desvaneceu. A angústia deste processo é tão marcada que se manifesta através da ansiedade, medo de separação, medo do abandono, alterações dos padrões de sono e alimentares e comportamentos regressivos que terão impacto significativo no desenvolvimento das nossas crianças.

 

Como proteger, então, o seu filho da Alienação Parental?

 

– Fornecer as informações necessárias sobre a separação bem como se irão desenvolver as novas rotinas para que o futuro seja mais ou menos previsível e para que se sintam seguros;
– Cumprir com as visitas acordadas e demonstrar interesse em comunicar com os nossos filhos;
– Quando falar do outro progenitor falar de forma clara e correta, evitando desvalorizar, insultar ou difamar a sua imagem;
– Permita que seja o seu filho a criar a imagem do outro progenitor;
Lembre-se, tanto um pai como uma mãe são fundamentais na vida de um filho;
– Por mais difícil que seja a relação com o outro progenitor, é crucial conseguirem comunicar sobre elementos importantes da vida dos vossos filhos. Caso sinta que tal não é possível, procure ajuda através de um mediador familiar*;

 

Não se esqueça de que os filhos não se divorciam dos pais e têm direito de contar com a presença física de ambos os progenitores.

 

 

*Peça ajuda aos nossos profissionais especializados. 

 

@Yennyfer Martins – Psicóloga Clínica

 

 

Doença de Parkinson: Melhore a sua função cognitiva!

A doença de Parkinson além de sintomas motores apresenta variados sintomas não motores, sendo a demência um dos mais predominantes. Este sintoma preocupa tanto a pessoa afetada como os seus familiares, pelo impacto negativo que causa junto dos mesmos.

A boa notícia é que é possível preservar ou melhorar as funções cognitivas através do exercício físico em pessoas com Doença de Parkinson.

 

Uma revisão sistemática recente, elaborada com base em artigos científicos publicados nos últimos 10 anos, avaliou o efeito do exercício físico na função cognitiva em indivíduos com Parkinson. Verificou-se que, em geral, os programas de exercício físico promovem a preservação e/ou a melhoria da função cognitiva em indivíduos com Doença de Parkinson.

 

O treino na passadeira, o treino cognitivo combinado com fortalecimento e alongamentos e a dança foram as abordagens do exercício físico que obtiveram melhores resultados na função cognitiva global, nomeadamente, na velocidade de processamento, na atenção sustentada e na flexibilidade mentalSalienta-se que estas sessões de exercícios foram realizadas pelo menos duas a três vezes por semana durante 40 a 90 minutos em cada sessão e num período mínimo de 24 meses.

 

Com estas evidências, reafirmamos a importância da prática de exercício físico especializado para todas as pessoas com Doença de Parkinson!

 

 

 

Para mais informações, fale connosco. Teremos todo o gosto em ajudá-lo!

 

@Gabriela Fonseca – Neurofisioterapeuta 

A água é MUITO mais importante do que pensa!

Neste verão esteja MUITO atento aos sinais de desidratação!

O fenómeno da desidratação ocorre mais vezes do que pensamos e tem consequências reais!

 

O facto do organismo humano ser constituído por cerca de 80% de água revela como é fundamental mantê-lo constantemente hidratado. Essa água que compõe o organismo garante que o mesmo funciona o mais eficientemente possível, transportando nutrientes e hormonas vitais para onde são necessárias, revestindo as articulações, regulando a temperatura interna do corpo e lubrificando os globos oculares.

 

A necessidade de hidratação do organismo humano varia ao longo do nosso ciclo de vida e, com o processo de envelhecimento, a sensação de sede diminui, enquanto que as necessidades de hidratação se mantêm. A quantidade total de água no organismo também é menor em virtude da perda de massa muscular.

Em suma, continuamos a necessitar de ingerir a mesma (ou mais) água mas não temos o “alerta” da sede, o que costuma resultar num desequilíbrio geral no organismo.

 

Se não beber água ou SE BEBER POUCA, não será coincidência se o seu raciocínio se tornar mais lento, se sentir tonturas e fraqueza e poderá, eventualmente, desenvolver uma menor tolerância à dor. Vários estudos já demonstraram que os cérebros dos indivíduos desidratados mostraram requerer mais oxigénio para concluírem qualquer tarefa física ou intelectual, comparativamente a quem se mantinha hidratado. Em idosos a desidratação aumenta o risco de várias condições como:

 

– Infecções urinárias,

– Insuficiência renal,

– Hipertermia (temperaturas elevadas),

– Maior risco de quedas,

– Confusão mental,

– Dificuldade em engolir (disfagia),

– Náuseas e delírios.

O nosso conselho:

Beber água sem ter sede é um bom hábito para manter o seu corpo hidratado.

BEBA ÁGUA, PELA SUA SAÚDE!

Qual a diferença entre a fisioterapia e a fisioterapia neurológica?

A fisioterapia é um ramo da área da saúde, mais concretamente, da área de medicina de medicina física e de reabilitação, cujo foco se encontra na reabilitação funcional das pessoas, promovendo a sua independência funcional. Tal é efectuado através de técnicas de avaliação subjectiva e objectiva/física que permitem estabelecer um diagnóstico funcional relativa à condição do utente. Esta ciência utiliza várias correntes de intervenção apropriadas para lesões e/ou patologias ortopédicas, respiratórias, musculares, oncológicas, de saúde mental e de saúde pélvica. Esta visa alcançar não só melhorias na reabilitação funcional bem como na melhoria da qualidade de vida, bem-estar e auto-estima dos utentes.

A neurofisioterapia, também conhecida como fisioterapia neurológica é a área da fisioterapia que se dedica ao estudo, avaliação e reabilitação de pessoas com patologias e/ou lesões neurológicas. Esta ciência procura reabilitar os utentes não só do ponto de vista funcional (equilíbrio, quedas, coordenação, marcha, postura, escrita, dor, entre outros) como também da qualidade de vida, interacção/participação social, actuando também ao nível do  (atenção, memória associativa, fluência do raciocínio)e bem-estar mental destas pessoas.

A nossa intervenção baseia-se num princípio de um neurofisioterapeuta para um utente, por sessão de forma a optimizar as potencialidades de recuperação do doente neurológico. Esta intervenção envolve, sempre um trabalho multidisciplinar, não só com os restantes profissionais de equipa como também com os próprios cuidadores dos utentes neurológicos.