Para compreender o termo disfagia primeiro é necessário compreender a normalidade por detrás dela, ou seja, o ato de deglutir sem problemas. A deglutição é o ato de engolir, responsável por levar o alimento e/ou a saliva desde a boca até ao estômago.
Para deglutir de forma segura necessitamos de uma coordenação precisa, principalmente entre a fase oral e faríngea. A passagem do bolo sem ser aspirado é o resultado da interação complexa entre os diversos músculos e nervos que participam na deglutição.
A qualquer alteração, neurológica ou mecânica, no decorrer deste processo dá-se o nome de disfagia. Esta pode ocorrer numa ou mais fases da deglutição, comprometendo assim uma nutrição e hidratação seguras.
A disfagia afeta a rotina e a vida diária de quem a tem. Os pacientes precisam de estar o tempo todo conscientes da forma de deglutir passando de um processo que é inconsciente para o consciente. Para tal o profissional responsável pela avaliação e intervenção na reabilitação da deglutição é o terapeuta da fala.
Sinais de alerta para a disfagia:
Patologia neurológica;
Dificuldade em engolir a saliva
Saída involuntária de alimento;
Dificuldade em formar o bolo alimentar;
Deglutições múltiplas;
Tosse antes, durante ou após a deglutição;
Regurgitação nasal;
Engasgamentos frequentes com a comida/bebida ou saliva;
Dor ao engolir;
Alimentação muito lenta;
Restos de alimentos na boca após as refeições;
Perda súbita de peso;
Preferência por alimentos pastosos;
Recusa de alimento;
Voz alterada ou rouca após a alimentação;
Sensação de alimento preso na garganta;
Falta de ar durante a alimentação;
Infecções respiratórias recorrentes.
