Como dito no Post anterior “Afinal, o que é a doença de Parkinson e a quem afeta?”, quando se ouve falar em Doença de Parkinson, o pensamento foca-se automaticamente nos tremores. No entanto, este não é o único sintoma. Explicamos de seguida os quatro sintomas motores mais frequentes, nesta doença.
Tremor – Também descrito como tremor de repouso. Este, exacerba-se em situações de stress emocional, assim como durante a marcha e no esforço cognitivo. Diminui com movimentos voluntários do segmento afetado e desaparece com o sono.
Rigidez, ou resistência ao movimento passivo, pode ser contínua ou intermitente e não é dependente da velocidade de execução do movimento e apresenta o fenómeno conhecido como “roda dentada”. Esta afeta preferencialmente a musculatura flexora, determinando alterações típicas na postura com flexão do tronco e semiflexão dos membros. Nesta doença o tempo de latência dos reflexos de alongamento está aumentado, contribuindo assim para a rigidez.
Bradicinésia, é representada pela diminuição na velocidade dos movimentos, caracterizada por pobreza de movimentos e lentidão na iniciação e na execução de atos motores voluntários e automáticos.
Instabilidade postural, que é uma das repercussões funcionais que mais afetam os pacientes com DP, por ser de difícil de tratamento e pelas suas consequências, tornando-se muito incapacitante e comprometendo a capacidade de manter o equilíbrio nas atividades funcionais que requerem grande estabilidade postural, tais como: marcha, as transferências (levantar de uma cadeira, rolar na cama), mudar de direção.
Por fim, existem também outros sintomas, do domínio não motor, como a ansiedade, a depressão, o declínio cognitivo, a dor, a fadiga, os problemas de sono e as disfunções autonómicas, como a obstipação e os sintomas urinários.
