Será o tratamento medicamentoso suficiente?

Aquando do diagnóstico, inicia-se o processo medicamentoso, mas será este suficiente para combater o impato a nível funcional que a doença de Parkinson atinge?

A DP encontra-se hoje em dia no patamar das doenças neurológicas degenerativas com maior impacto ao nível funcional dos indivíduos.

Devido às características desta patologia, a medicação tem um papel importante, sendo a levodopa, substituto da dopamina, a droga mais utilizada. No entanto, está amplamente documentado que o uso prolongado da terapêutica dopaminérgica embora melhore a função motora, resulta em discinésias e flutuações na resposta motora que são irreversíveis. Assim sendo, os portadores enfrentam uma deterioração implacável na mobilidade e atividades da vida diária (AVD), que podem resultar no acamamento e dependência, em casos extremos.

Atualmente, sabe-se que a fisioterapia é uma estratégia eficaz para atrasar ou inverter o declínio funcional, tendo sido suportada cientificamente comprovada por uma vasta evidência, nos últimos anos. O tratamento da Doença de Parkinson deve ser multidisciplinar, o que inclui a coordenação do tratamento farmacológico com o não farmacológico. Além disso, o exercício físico adequado tem demonstrado uma redução na taxa de mortalidade em indivíduos com DP e, ainda que modestamente, demonstrou um efeito protetor para o risco de DP. Somando ainda o facto de as estimativas sugerirem que há mais de 80% de probabilidade de que a intervenção do exercício seja uma estratégia de custo eficaz em relação ao tratamento usual.

Não é possível curar, mas é possível atrasar ou inverter o declínio funcional. Não deixe que a doença o combata. Seja você a combater a doença e inicie o seu processo de tratamento, aquando do diagnóstico.

Saiba mais sobre a fisioterapia na Doença de Parkinson, aqui.