Tratamento da depressão: O exercício físico

O exercício físico ajuda a diminuir a depressão?

O exercício pode ajudar a diminuir os sintomas de depressão através da redução da inflamação. A inflamação tem sido reconhecida como um potencial contribuidor do desenvolvimento da depressão. Isto sugere que as terapias anti-inflamatórias, como o exercício físico, podem ser efetivas na prevenção e manutenção dos sintomas depressivos. Sabe-se que o exercício aeróbico reduz a depressão e a ansiedade. No entanto, a intensidade recomendada na prática do exercício físico está, ainda, pouco estudada.

Qual deverá ser a intensidade do seu treino se está a combater a depressão?

Um estudo observacional recente, elaborado com estudantes universitários sedentários (população em que o risco de desenvolver depressão é mais elevado) examinou o efeito de dois tipos de treino na depressão e inflamação.

O estudo observou os estudantes durante 6 semanas, em treino de intensidade intervalado, em treino contínuo moderado e um grupo sem exercício. Verificou-se o efeito dos diferentes treinos na depressão, ansiedade e stress percebido através do processo inflamatório. Estes causam alterações de comportamento que se revelam em sintomas de depressão major, incluindo a anedonia (perda da capacidade de sentir prazer), baixa de atividade e isolamento social.

O treino com intensidade moderada foi o que apresentou melhores resultados – diminuição dos sintomas depressivos e dos processos inflamatórios. O treino de alta intensidade diminuiu os sintomas de depressão, mas aumentou os processos inflamatórios – aumentando as perceções de ansiedade e stress. Os indivíduos que não praticaram exercício físico aumentaram os níveis depressivos, indicando que a diminuição da saúde mental pode ser muito rápida, quando expostos a situações de stress.

O exercício físico é assim uma ferramenta efetiva na gestão dos sintomas e na promoção da saúde mental.

Recomenda-se a prática de treino com intensidade moderada, em indivíduos em constante stress e pressão!

Se ainda não pratica exercício físico, esteja atento aos sinais do seu corpo e inverta a direção da sua saúde mental. O exercício físico tem uma forte influência no tratamento da depressão, ansiedade e stress. Não se esqueça que estes são só mais alguns dos inúmeros benefícios que o exercício físico tem, por isso, não há motivos para não praticar!

Atenção! No caso de ter alguma condição de saúde específica que cause limitações, fale com o seu médico ou profissional de saúde especializado. Saiba que é possível adaptar o exercício físico e que é benéfico para todos!

Entre em contacto connosco.

Consciência do Pavimento Pélvico Feminino

Sabe como contrair os músculos do pavimento pélvico?

Os músculos do pavimento pélvico são controlados, como qualquer outro músculo, pelo cérebro. No entanto, não conseguimos observar estes músculos como os restantes músculos.

Quando precisamos de realizar uma flexão do cotovelo, não precisamos de pensar quais são os músculos que precisamos de ativar para realizar este movimento. No entanto, quando queremos ativar a musculatura pélvica, temos que pensar qual é o movimento que precisamos de realizar.

Para conseguirmos uma boa contração precisamos de ter noção da sua localização e da sua função. Estes músculos localizam-se na parte inferior da pelve e são responsáveis pela manutenção da continência urinária e fecal, pela sustentação dos órgãos pélvicos e também, pela função reprodutiva, sexual e postural.

Os músculos do pavimento pélvico são de extrema importância para a saúde da mulher, no entanto, o conhecimento sobre esta musculatura, disfunções e opções de tratamento é reduzido. A falta de conhecimento do próprio corpo, dificulta a contração desta musculatura. Ou seja, é muito importante termos consciência corporal sobre esta região.

E como é que as mulheres podem ganhar consciência corporal em relação aos músculos do pavimento pélvico?

Através do ensino/treino da contração destes músculos, uma contração eficiente resulta numa elevação dos órgãos pélvicos e no fecho da uretra, vagina e ânus.

Cerca de 30% das mulheres não conseguem realizar uma contração dos músculos pélvicos apenas com comando verbal. Nestes casos, podemos e devemos recorrer à utilização do BIOFEEDBACK. Esta forma de tratamento ajuda a mulher a ter uma melhor consciência corporal dos músculos pélvicos e da sua contração.

A literatura tem evidenciado uma alta prevalência de disfunções relacionadas com os músculos do pavimento pélvico, sendo a incontinência urinária a mais prevalente. Esta, afeta mulheres de várias idades e, consequentemente, a qualidade de vida desta população.

 

Incontinência Urinária

Existem várias opções de tratamento disponíveis para a incontinência urinária, a primeira opção de escolha, deve ser o treino dos músculos do pavimento pélvico. Para que este treino seja ainda mais eficaz, é importante que o paciente esteja informado e motivado. 

Aconselhe-se junto de um profissional especializado!

Fui diagnosticado(a) com Doença de Parkinson… e agora?

Fui diagnosticado(a) com Doença de Parkinson… e agora?

Agora é hora de obter ajuda adequada ao seu caso. A sua vida não acabou!

É um facto que a Doença de Parkinson não tem cura, contudo, é possível controlar alguns dos sintomas e prevenir a progressão da doença – a intervenção precoce revela-se fundamental neste processo!

Procurar um Neurologista especializado

São muitas as variantes nas doenças neurológicas e só um profissional especializado poderá avaliar e diagnosticar devidamente o seu caso.

É fundamental que recorra a um neurologista experiente em Doenças do Movimento, em que se insere a Doença de Parkinson.

Formas de tratamento

O tratamento farmacológico é o primeiro passo mas, não menos importantes, são as terapias especializadas que atuam a nível físico, cognitivo e emocional. Estas funcionam como um complemento à terapia medicamentosa devendo ser encaradas como outro “medicamento” e realizadas com a regularidade devida. As mesmas ajudam a atenuar e a melhorar os sintomas motores e não motores, sendo fortes aliadas na prevenção da progressão da doença e não apresentando efeitos secundários.

Nesta doença, a intervenção precoce de uma equipa multidisciplinar é fundamental!

Procure tratamentos/terapias especializadas

É importante que procure uma intervenção especializada e personalizada, recorrendo a profissionais de saúde experientes em Doença de Parkinson.

Neurofisioterapia, Nutrição, Terapia da Fala, Psicologia e Estimulação Cognitiva são algumas das terapias aconselhadas, mas só após uma avaliação global do seu caso clínico, poderá compreender quais as melhores abordagens terapêuticas, a regularidade e a intensidade das mesmas.

Esclareça-se com o especialista!

Procurar informação faz parte do processo. Querer saber como funciona a doença, o que fazer e como é que ela vai influenciar a sua vida é natural. No entanto, a Doença de Parkinson manifesta-se de várias maneiras e nem sempre aquilo que lê na internet será adequado ao seu caso. Desta forma, é importante procurar fontes de informação credíveis e profissionais de saúde especializados na área que poderão responder às suas dúvidas.

Sabemos que é um caminho difícil, mas pode e deve procurar ajuda.